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300

30 março, 2007 por Andre Miranda · 16 Comentários 

por André Miranda

Um dos filmes mais esperados do ano estréia por aqui nesta sexta-feira, a ansiedade é tamanha que não pude deixar de conferir antecipadamente.
Quem já leu a HQ sabe bem o que está por vir. 300 é uma obra de arte como poucas. Retrata o heroísmo de 300 soldados leais comandados pelo Rei Leônidas, que sacrificaram suas vidas para evitar a invasão da Grécia pelas tropas de milhões de persas, pois para um espartano, não existe honra maior do que morrer no calor da batalha.

300 de EspartaO traço de Frank Miller, bem como seu texto, são bem característicos e expressam de uma forma realista, toda a ação que se desenrola durante os dias da batalha, desde a consulta aos sacerdotes do Oráculo de Delfos, que proíbem a entrada de Esparta em guerra devido a um feriado religioso, até o confronto final com Xerxes, o rei-deus da Pérsia, auto-proclamado soberano de todo o mundo. Cada cena de batalha é mostrada de forma arrojada, valendo-se de silhuetas, cortes e texturas, acompanhados do colorido maravilhoso de sua esposa Lynn Varley.

Transcrever essa obra prima dos quadrinhos para as telas era um desafio, que o diretor Zack Snyder encarou bravamente, da mesma forma que um soldado espartano: “Vencer a batalha, ou morrer tentando”. O resultado não decepciona nem por um instante.

Durante quase duas horas, assistimos a uma perfeita adaptação da obra de Frank Miller. Assim como foi feito em Sin City, os efeitos visuais capturam todo o clima dos quadrinhos. As cores e o tom sombrio nos transportam para as páginas de 300.

Podemos acompanhar cada cena contida na HQ, como se as suas páginas tivessem sido usadas de storyboard para a concepção das cenas. Zack Snyder usa um misto de câmera lenta e câmera acelerada para demonstrar a visão dos espartanos comparada com aquela de quem vê a batalha a distância. Existe muita violência, mas como o próprio diretor comenta, ela é retratada de uma forma estilizada, cada jorro de sangue ou membro decepado é cuidadosamente calculado para parecer algo fantástico, e realmente é.

As atuações de Gerard Butler como o Rei Leônidas, Lena Headey no papel da Rainha Gorgo e Rodrigo Santoro interpretando Xerxes são excepcionais. Santoro aparece com mais de dois metros de altura e com um vozeirão de dar inveja a qualquer cantor lírico.

Como muitas pessoas ainda não leram à HQ e nem assistiram ao filme, não vou estragar as surpresas, mas garanto que o filme vale a ida ao cinema, no mínimo umas três vezes.

Isso é um contrabaixo? Essa é a música do game Mario Bros???

30 março, 2007 por Leandertal · Deixe seu comentário 

Os quadrinhos através dos tempos - 1ª parte

30 março, 2007 por Andre Miranda · Deixe seu comentário 

por F. Camatari

Flash da Era de OuroAs Histórias em Quadrinhos, também chamadas de Nona Arte, fazem parte do contexto histórico e social que as cercam. Elas não surgem isoladas e isentas de influências. Na verdade, as ideologias e o momento político moldam, de maneira decisiva, até mesmo o mais descompromissado dos gibis.

Se vislumbrarmos os gibis com olhar crítico, podemos traçar um breve paralelo para explicar a importância que este veículo teve (e ainda tem) em nossa sociedade. Veremos heróis feitos sob encomenda, verdadeiros garotos propaganda ideológica, se ficarmos apenas com o nicho dos Super Heróis. Claro que temos os personagens engajados, críticos, bem humorados e recheados de ironias, mas se focarmos nos Heróis, veremos três Eras distintas para estes fascinantes seres:

ERA DE OURO

E de repente, de um clarão do céu, de uma cratera numa pacata fazenda americana, surge o bebê que virá a ser o Super Homem. Criado em 1933 pelos jovens Jerry Siegel e Joe Shuster, só chegou às bancas em 1938, depois que a dupla vendeu seus direitos para a DC Comics, no famoso gibi Action Comics 1. Poucos meses depois, teria início a Segunda Guerra Mundial, deflagrada pelas ações expansionistas de uma Alemanha comandada por Adolf Hitler desde 1933. No caldeirão ideológico daqueles anos, os quadrinhos logo despertaram interesses políticos. E o Homem de Aço, como um dos principais representantes desta forma de arte, não escapou de ser alvo de polêmica.
Em tempos de guerra, símbolos como este tinham a função de imbuir esperança no ideal americano, num momento pós Grande Depressão, de recuperação de auto-estima do povo e principalmente reestruturação econômica.
Os Nazistas pregavam a Raça superior… porém o individuo “perfeito” seria um alienígena, de belo topete pega-rapaz, com poderes inconcebíveis (que alias são uma reunião estranha, que nenhum escritor até hoje entendeu direito) e seu maior atributo: ter como lar os Estados Unidos da América. Batman, Mulher Maravilha e companhia engrossaram as fileiras da editora a partir de então.

Outros vieram na seqüência, sob a chancela de outra editora (a Timely, que no futuro se tornaria a hoje poderosa Marvel Comics). Em 1939, Namor, o Príncipe Submarino surgiu como o inimigo número um de toda a humanidade. Para nos defender, nós, pobres mortais, contávamos com a valentia do Tocha Humana, um andróide flamejante dotado de tecnologia muito além do seu tempo (e do nosso também!).
Criado por Bill Everett, Namor McKenzie era um raro híbrido filho de humanos e atlantes, dotado de grande força, domínio sobre o mundo aquático, dom de voar e capacidade de respirar dentro e fora d’água. O Tocha, por sua vez, foi apresentado aos leitores na primeiro gibi da Marvel, o Marvel Comics 1, numa história escrita e desenhada por Carl Burgos. Apesar do nome, ele não era realmente humano, mas um robô confeccionado pelo Prof. Phineas Horton.
Neste momento, os EUA entram definitivamente na Segunda Guerra e o presidente Roosevelt (1933-1945) convoca todos heróis de plantão para o combate ao Eixo e impedir a ascensão do 3º Reich. E em 1941 é criado o Capitão América (Joe Simon e Jack Kirby), o americano perfeito.
Steve Rogers tinha tudo que poderia representar de incentivo ao povo americano para se recuperar de vez da Depressão e ganhar a Segunda Guerra: nascido franzino, numa casa amarela de madeira, com cerca de madeira branca, rua pacata do interior, o jovem Steve se alista no exercito para defender seu pais da ameaça nazista, porém muito mirrado, foi rejeitado… mas não esquecido. Acabou sendo recrutado como cobaia no experimento para a criação do supersoldado. Com sucesso, agora alto, forte e idealista, armado de seu escudo e do American Way of Life, foi à guerra com os outros heróis.

Algumas características de edição eram interessantes nestes personagens. Dentre elas, as cores dos uniformes. Quase todos baseados nas cores primárias (azul, amarelo e vermelho), alem do branco e preto, pois as gráficas da época não dispunham de recursos para produção dos tons comuns de hoje em dia. Agora, porque eles insistiam em usar a cueca por cima da calça… isso ainda é um mistério!

continua…

(Re)Nasce o Zine Acesso

28 março, 2007 por Andre Miranda · Deixe seu comentário 

por Leandertal

O Zine Acesso finalmente está de volta.
Depois de anos de inatividade, voltamos agora no formato digital (quem se lembra do formatinho meio a4 xerocado?).
Como no formato original, traremos sempre novidades sobre sobre séries de TV, HQs, filmes, games, desenhos, enfim, tudo relacionado á entretenimento.
Espero que se divirtam e contamos com seu apoio.

Equipe Acesso

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