Ficção Científica, uma Viagem Extraordinária – Parte 1
20 abril, 2007 por Leandertal
Esta que nos faz passar noites em claro para que possamos terminar a leitura daquele livro, ou nos prende horas a fio em frente à TV para ver um filme ou uma série, a Ficção Científica é um gênero em ascensão em nossos dias, embora uma boa obra de FC (será abreviada assim de agora em diante), muitas vezes não se torna popular, a não ser com o auxilio do cinema ou da TV.
Com certeza a FC só existe graças aos avanços tecnológicos, científicos e às constantes mudanças sociais. Como exemplo disso temos “Frankenstein”, que é considerada uma das primeiras histórias de FC. Esta foi escrita por Mary Shelley, poucos anos após a Revolução Industrial que ocorreu na Inglaterra no início do século XVIII, e é considerada uma das maiores obras literárias já realizadas.
É interessante notar que, o modo como a sociedade responde aos avanços tecnológicos criados pelos escritores de FC – a sociedade a qual me refiro não se trata da nossa, mas sim a sociedade envolvida nos eventos da história em si – é uma das coisas que mais nos atraem nessas obras. Provas notáveis disso são as civilizações existentes em “Jornada nas Estrelas”, nas raças conhecidas por Lucky Starr em suas magníficas viagens espaciais, etc.
Por falar em viagens, estas também são muito utilizadas em FC. Elas são utilizadas há muito tempo, como por exemplo, em “Odisséia”, de Homero. Não se trata de ciência avançada, mas em equivalente, monstros fantásticos como Polifeno, a Hidra entre outros seres. E o que dizer de Julio Verne, que passou doze anos de sua vida escrevendo peças teatrais sem obter sucesso, mas acabou tendo êxito quando em 1863, escreveu “Cinco Semanas num Balão”, sua primeira obra de ficção, que apesar de não se valer de ciência avançada ou física, já usava os recursos de sua época para descrever as fantásticas façanhas de seus personagens. Em obras posteriores ele se valeu muitas vezes de recursos que não eram ainda utilizados em sua Era, para que suas “viagens extraordinárias” pudessem alcançar lugares como o centro da Terra, o fundo do mar ou até mesmo a Lua.
Mas os limites das viagens para fora de nosso planeta só foram mesmo rompidos em 1928, por E.E. Smith, com suas viagens a Marte e a outros planetas em seu livro “A Cotovia do Espaço”, levando seus heróis a terras distantes, através de sua “estrada desprovida de inércia”.
Podemos então dizer que a FC veio a existir graças às antigas histórias de viagens. Estas realmente foram um grande passo na descoberta do Universo e de seus segredos. Aproveitando a idéia aqui descrita, podemos citar uma das definições que Isaac Asimov deu à FC, e que define melhor o que realmente ela representa: “As histórias de ficção científica são viagens extraordinárias a qualquer um, do infinito acervo de futuros concebíveis”.













Ficção Científica, uma Viagem Extraordinária – Parte 1
Ficção Científica é um gênero em ascensão em nossos dias, embora uma boa obra de ficção, muitas vezes não se torna popular, a não ser com o auxilio do cinema ou da TV. Saiba um pouco das origens dessas obras que cativam os leitores a quase 200 anos.
Muito bom!!! Adorei o post.
Muito bom!
quando citas primeiramente que a sociedade a qual te refires não se trata da nossa, mas sim a sociedade envolvida nos eventos da história em si; e posteriormente citas Asimov, não é o acaso que se faz aí.
Asimov não tentava prever o futuro em suas histórias de FC (sci-fi é o nome que popularizou o gênero, mas era vista com má FC) pelo lado dos avanço tecnológicos, e sim pela ótica de como se encaixaria a sociedade no futuro em razão das mudanças tecnológicas, naturais, etc.
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