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Guerra Civil: Uma Tragédia para Levar à Outra

14 julho, 2007 por Andre Miranda 


por Willian “Kent” Corrêa, direto do front

Nesta semana o país está de luto. Em Stamford, Connecticut, inúmeros pais e familiares choram pela perda de seus entes queridos, especialmente crianças.

Em um reality show em que pretensos super-heróis tentavam conquistar fama, os Estados Unidos puderam assistir a infelicidade no exato momento em que ela ocorre.

A Lei de Registro de Super-Humanos, antes apenas uma possibilidade, agora é dada como certa, em virtude dos apelos da própria população; diante desse cenário, é certamente improvável que o senado e até mesmo o presidente ficarão impassíveis. Eles farão algo. E será para tentar ter controle sobre os super-heróis.

Guerra Civil

Este será um ato que com certeza agradará a maioria da população civil norte-americana; Johnny Storm, o Tocha Humana, foi agredido por uma multidão enraivecida. Longe de aprovar qualquer barbárie, isso é um reflexo do medo que as pessoas estão sentido, e chega a ser curioso, já que essas mesmas pessoas até pouco tempo aplaudiam esses indivíduos que as salvavam de criminosos, da Hidra e até mesmo de coisas que fogem à nossa compreensão, como aquela entidade alienígena, Galactus.

Para piorar a situação, o Capitão América está desaparecido e foragido. Fontes internas na cúpula do governo dizem que ele se rebelou contra esse ato de registro e não ajudará o governo a fazê-lo.

Mas seria mesmo necessário perseguí-lo desse jeito? Que grande recompensa ganhou esse homem por representar os ideais do seu país no próprio uniforme que usa, e ter arriscado sua própria vida inúmeras vezes por ele, não?

É assim que a América trata seus heróis apenas porque eles discordam de uma idéia? O maior erro está aí: tanto o registro quanto o não-registro têm seus benefícios e falhas, mas negar a palavra ao maior herói de guerra americano, simplesmente para ele expor suas idéias, poderá ter sérias conseqüências.

Ele poderia levar muitos consigo apenas expondo seus ideais; agora que lhe negaram a chance da explanação, ele pode arregimentar muitos mais, especialmente pelo ícone que é, já que vários super-heróis poderão interpretar que se negaram o direito de resposta ao Capitão América, algo de podre está vindo de Washington. Digam, alguém pode lhes tirar a razão?

Um último fator ainda pesa: se o Sentinela da Liberdade não vai liderar o ato pró-registro, quem o fará? E pior, será que esse outro líder não poderá entrar em conflito com o Capitão América, ao perseguí-lo?

Se isso ocorrer, os EUA entrarão pela segunda vez na sua história em uma guerra civil. E como sempre, ainda mais com combatentes super-humanos, as maiores perdas virão dos próprios civis. E isso poderá ser muito pior do que a tragédia de Stamford…

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Comentários

Nenhum Comentário para “Guerra Civil: Uma Tragédia para Levar à Outra”

  1. Kaká em 15 julho, 2007 19:49

    Ah! Tão falando demais dessa Guerra Civil! Grrr! Eu quero ler e tô sem grana prá comprar… Que ódio! Hahahaha!

    Beijos

  2. Fabio "J.J.Jameson" Camatari em 16 julho, 2007 12:07

    Começou a guerra!
    Abaixo às ameaças mascaradas!
    Registro aos fantasiados!
    Aguardem nova matéria…

    Ótimo texto Will Kent!

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