A História dos Videogames - Parte 7
21 dezembro, 2007 por Willian Correa · 13 Comentários
A SEGA lança sua maior criação
No final dos anos 80, a SEGA estava insatisfeita: tinha toda a capacidade para criar um ótimo console de videogame, bem como grandes jogos, mas seu Master System não emplacava. Até mesmo o recente PC Engine da NEC, lançado em 1997 1987 no Japão, estava lhe vencendo em vendas (na verdade o PC Engine começou até a ganhar do Famicom no Japão). Era preciso fazer algo, e a SEGA o fez: lançou um console que nenhuma das suas concorrentes poderia bater.
Em outubro de 1988, chegou ao mercado o primeiro console de 16 bits da história, o Mega Drive! Foi uma reviravolta com maestria: com um poderoso processador Motorola 68000, o console rodava a 7,67 Mhz (coisa monstruosa para um videogame da época), além de apresentar gráficos e sons perfeitos e muitíssimas cores ao mesmo tempo na tela.

Os norte-americanos não ficaram muito tempo sem ele, e já em 1989 ele chegava ao mercado dos EUA também, rebatizado de Genesis. E é claro, jogos de altíssima qualidade foram lançados para o novo sistema.

Fifa Soccer ‘94
Finalmente a SEGA pôde contar com o apoio de várias softhouses, e então Capcom, Konami, Taito, Hudson e Eletronic Arts, entre outras, passaram a produzir jogos para o console. O Mega Drive teve então suas versões de Castlevania, Mega Man, etc, e a série FIFA Soccer, famosa até hoje nos consoles de última geração, teve seu nascimento no console de 16 bits da SEGA (aliás, o Mega Drive foi bastante conhecido por sua enorme gama de jogos de esporte).
Mas os executivos da empresa ainda achavam que faltava algo, na verdade, uma mascote que realmente representasse a SEGA e que fosse facilmente reconhecível em qualquer parte do mundo, fazer por ela o que Mario fizera pela Nintendo. Com isso em mente, em 1992 é então lançado “Sonic, The Hedgehog”, jogo do porco-espinho supersônico azul que desde então se tornou o símbolo da SEGA.
E com tudo isso o Mega Drive marcou definitivamente seu lugar na história, sendo o videogame mais popular do início dos anos 90, chegando até a superar o Super NES nos EUA. Os europeus também o adoraram, e no Brasil, nem se fala, novamente graças ao ótimo suporte da Tec Toy e à falta de concorrentes até a chegada do console de 16 bits da Nintendo pela Playtronic.
O Mega Drive também foi inovador ao apresentar periféricos nunca antes vistos, mas decidiu apostar na coisa certa de maneira errada: vislumbrando que jogos em cartuchos em breve seriam coisas ultrapassadas, a SEGA apostou na nova mídia que surgia, o CD-Rom! Sendo assim, lançou no Japão o Mega CD, que um ano depois chegou aos EUA com o nome de SEGA CD, ambos sendo conectados ao Mega Drive/Genesis.
A bem da verdade, o novo periférico nem acrescentou tanta coisa assim, melhorando apenas o fato dos jogos terem melhores introduções e animações, pois seus jogos eram na maioria conversões de jogos que já existiam anteriormente para o console.
Mega CD com 32X
A coisa ficou pior ainda com o lançamento de outro periférico, o 32X. Na verdade um protótipo do que viria a ser o Saturn, chegou a apresentar melhorias, mas acabou sendo um fracasso devido aos pouquíssimos jogos disponibilizados, da concorrência estar preparando algo mais poderoso (o PlayStation da Sony) e da própria SEGA não dar a ele a atenção necessária, pois já estava investindo no seu novo console. Sendo assim, ela aprendeu da pior maneira que é uma péssima idéia fazer “upgrades” em consoles, pois só serviam para dividir seu próprio mercado. Isso sem contar que estes dois episódios serviram para manchar um pouco a reputação do seu até então bem-sucedido console de 16 bits.
Uma coisa é certa: o Mega Drive foi um videogame à frente de seu tempo e pendeu a balança da “guerra dos videogames” para a SEGA. Infelizmente para ela, nunca mais nenhum console seu iria alcançar tal glória…
Na 8ª parte, a Nintendo aposta em um novo mercado, o de consoles portáteis!
Veja os primeiros vídeos da 3ª temporada de Heroes
21 dezembro, 2007 por Andre Miranda · 4 Comentários
Já estão na rede os primeiros vídeos do próximo volume de Heroes, intitulado “Vilões”. Como o próprio título revela, esta nova temporada vai enfocar mais nos caras maus, e como não poderia deixar de ser, o principal personagem será vilão a quem adoramos odiar, Sylar.
O primeiro vídeo não tem uma qualidade muito boa, pois foi captado por uma câmera de vídeo no “Julio Verne Adventure Filme Festival” em Los Angeles, mas mostra alguns momentos bem interessantes que estão por vir. Já o segundo é bem conhecido de quem assistiu ao último episódio da segunda temporada, mas não custa rever.
Confira abaixo:
A terceira temporada ainda não tem previsão de lançamento. Enquanto isso você pode assistir a segunda temporada pelo Universal Channel a partir de 11 de janeiro.
NanoPops: Você sabe quem é quem na vinheta da Rede Globo? (com respostas)
19 dezembro, 2007 por Andre Miranda · 34 Comentários
A página do Mais Você do portal Globo.com lançou mais um NanoPops, o famoso joguinho onde você precisa identificar as personalidades através de um desenho, caricatura, foto antiga ou personagem digital, no caso dessa nova versão do jogo (agora também conhecido também como FotoPops).
Mostre que você é fã das estrelas da Globo e descubra quem são os bonequinhos que aparecem na vinheta de final de ano da TV. Se você ainda não viu o vídeo, confira abaixo.
Descubra com quem o personagem se parece, escreva o nome no quadradinho abaixo e aperte OK. Vamos ver se você é mesmo um maníaco pela TV Globo.
Clique aqui ou na imagem para jogar.
Caso queira saber logo as respostas, clique no link abaixo ou marque o espaço marcado pelas setas. Mas se eu fosse você tentaria fazer por conta própria primeiro, é muito mais divertido.
Vilão Favorito: Dr. Destino
19 dezembro, 2007 por Andre Miranda · 5 Comentários
por W. Kent Corrêa e F. Camatari
Como parte do Carnaval dos Quadrinhos das Quartas #2, promovido pelo Blog do Hiroshi, escolhemos aqui nosso vilão favorito.
Victor Von Doom é o que podemos chamar de vilão “cebola” (citando Shrek !). Sim, é o tipo personagem que tem sua personalidade em camadas. Superficialmente, vemos o déspota arrogante, dominador e dono da razão. Abaixo desta primeira camada, temos outra também reconhecida, a invejosa, egoísta e quase maniqueísta. Quando vemos mais a seu respeito, percebemos que os conceitos de bem/mal, ciência/religião, amor/ódio, temos mais uma camada: a dualista. Esta ambiguidade de personalidade é, na maioria das vezes, a causa de suas derrotas. Apesar de declarado vilão, defende o que é certo dentro de seus conceitos, mesmo que seja em detrimento dos direitos alheios, mas importante: buscando poder e não o enriquecimento.
Inimigo natural do Quarteto Fantástico, principalmente Reed Richards, já confrontou praticamente todos heróis Marvel, incluindo alguns vilões, uma vez que seus planos sempre são soberanos e não contemplam partilhar a vitória com outro “alguém inferior intelctualmente”. Todos, aliados ou inimigos, são menos providos de intelecto sob sua ótica. Incompreendido? Talvez, porém sua ganância por poder o impede de redenção.
- Nome real: Victor Von Doom
- Universo: Universo Marvel Clássico (Terra 616)
- Identidade: Publicamente conhecida
- Ocupação: Monarca da Latvéria
- Local de Nascimento: um campo na cidade de Haasesntadt (atual Doomstadt)
- Altura: 1,87 m/2,04 m (de armadura)
- Peso: 102 Kg/188 Kg (de armadura)
- Olhos: Castanhos
- Cabelos: Castanhos
- Poderes: Conhecedor de artes místicas e de ciências, Von Doom os combina de maneira formidável. Ao mesmo tempo em que pode realizar encantos, ele dispõe de todo o arsenal de sua armadura de alta tecnologia feita de titânio, que lhe confere força super-humana, habilidade de vôo por meio de jatos plantares, permite-lhe acessar computadores, emitir rajadas elétricas e um criar um campo de força, capaz de protegê-lo praticamente de qualquer ataque.
- Leitura Recomendada: DR. ESTRANHO & DR. DESTINO. “TRIUNFO E TORMENTO”. GRAPHIC MARVEL Nº 5. ROGER STERN * MICHAEL MIGNOLA * MARC BADGER. 1991.
- Histórico: Nascido na Latvéria, um pequeno país europeu que faz fronteira com a Hungria, e filho dos ciganos zéfiros Werner e Cynthia Von Doom, o pequeno Victor mal conheceu sua mãe, que se envolvera com Mefisto, tornando-se sua escrava. Antes de morrer, no entanto, ela pediu a Werner que protegesse seu filho do senhor das trevas.
Certo dia, Wladimir, o rei da Latvéria, forçou Werner – que era médico – a curar sua esposa que padecia com câncer, mas já era tarde demais: com a morte de sua esposa, o rei culpou o pai de Victor, mandando matá-lo.Werner pegou seu filho e decidiu fugir para longe, mas devido a um rigoroso inverno, acabou morrendo, entregando Victor aos cuidados de seu melhor amigo, Boris.
Ao crescer, o jovem Victor encontrou os artefatos místicos de Cynthia e se aprofundou nos estudos da magia, com o fim de libertar a alma de sua mãe. Ao chegar na adolescência, tornou-se também um gênio da ciência, o que lhe conferiu um convite e uma bolsa de estudos na Universidade Empire State, em Nova York, EUA. Nesta época, ele chegou a se apaixonar por Valeria, a neta de Boris, mas decidiu deixá-la para seguir com sua busca por poder, conhecimento e vingança contra aqueles que o feriram no passado.
Ao chegar na faculdade, conheceu Reed Richards, aquele que se tornaria seu maior rival. O jovem Richards tentou fazer amizade e até dividir o quarto do alojamento com Von Doom, mas foi prontamente rejeitado.
Utilizando a tecnologia disponível na universidade, Victor criou uma máquina que o permitiria resgatar a alma de sua mãe, porém, foi alertado por Reed de que havia erros de cálculo. Convencido de sua superioridade intelectual, Victor não deu ouvidos a Reed, ativando a máquina, que explodiu em seu rosto.
Victor saiu vivo do acidente com poucas cicatrizes no rosto, mas devido ao seu orgulho, julgou que sua face estava arruinada. Abandonou então a faculdade, indo até o Tibet, onde foi encontrado por monges que acabaram se tornando seus servos; lá forjou sua primeira armadura, colocando a máscara antes mesmo que ela esfriasse, o que marcou seu rosto para sempre. Segundo ele, a máscara de metal seria seu novo rosto a partir de então.
Von Doom voltou então à Latvéria, prendendo o rei Wladimir e seu filho Rudolfo, e através de uma réplica robótica deste último, foi coroado o novo monarca do país. Usando então seu intelecto e sua tecnologia, transformou a Latvéria em um paraíso, onde não há fome, analfabetismo, doenças ou crimes, tudo sob seu olhar atento e vigilante.
Mesmo com todas essas conquistas, Victor Von Doom ainda não se dá por satisfeito. Ele julga que só será realmente vencedor quando conquistar seus três objetivos: libertar a alma de sua mãe, provar sua superioridade sobre Reed Richards e obter a maior soma de poder no planeta.
Confira os outros posts que participaram desta edição do Carnaval dos Quadrinhos das Quartas:
- Quadrideko escreveu sobre o Coringa.
- Blog do Hiroshi escreveu sobre Lex Luthor.
- Rabisco escreveu sobre o Exterminador.
- Reviews de Histórias em Quadrinhos escreveu sobre Vestibular.
Confira o trailer do novo filme do Batman, O Cavaleiro das Trevas!
17 dezembro, 2007 por Andre Miranda · 3 Comentários
por André Miranda
A Warner Bros divulgou hoje o primeiro trailer do novo filme do Batman, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight).
Como não poderia deixar de ser, está FANTÁSTICO! O vídeo mostra imagens do herói mascarado combatendo o novo vilão que ameaça Gotham City. Ninguém menos que o Coringa.
Confira o vídeo abaixo e veja se consegue conter a ansiedade. Batman, O Cavaleiro das Trevas estreia nos cinemas no mundo todo dia 18 de julho de 2008.
Christian Bale (Batman) - De Empire of the Sun a Rescue Dawn
17 dezembro, 2007 por Cris Urbinatti · 16 Comentários
Quero registrar aqui uma das trajetórias mais incríveis de um ator que é um dos melhores ainda vivos e de sua geração. Quem me conhece sabe da minha admiração pelo ator e que absolutamente tudo que surge nos cinemas com o rapaz, lá estou eu para conferir o que ele traz de novidade.

Empire of the Sun
Quando ainda era garota, em 1987 estreou no cinema Empire of the Sun, do aclamado diretor Steven Spielberg. Não vi no cinema, mas me lembro de termos alugado em casa assim que foi lançado nas locadoras. No elenco, John Malkovich, Ben Stiller, Joe Pantoliano, Miranda Richardson e o debutante Christian Bale, com 13 anos. Na história um garotinho, Jim ‘Jamie’ Graham, que vivia no Japão na China com sua família durante a II Guerra Mundial e que ao se perder de seus pais, é obrigado a lutar por sua sobrevivência e encontra pelo caminho Basie (John Malkovich), um americano trambiqueiro que mesmo sem querer vira o protetor do garoto nos campos de prisioneiros. Jamie Graham é apaixonado por aviões e essa paixão é responsável por uma das cenas clássicas do filme que mostra o garoto correndo por um campo com um aviãozinho de brinquedo durante as explosões da guerra. Apesar de não ser o primeiro filme do ator, foi este que lhe rendeu prestígio como um excelente ator mirim e o fez ganhar o prêmio National Board of Review, na categoria Melhor Performance Juvenil, criada especialmente por causa do ator.
Depois deste, o segundo filme que vi com ele foi Treasure Island, numa sessão da tarde e outros na adolescência como Newsies, Swing Kids (com o Robert Sean Leonard que ficou famoso em Sociedade dos Poetas Mortos e hoje integra o elenco da série House), Sonho de uma Noite de Verão e Adoráveis Mulheres, com Winona Ryder, Susan Sarandon, Claire Danes e Kirsten Dunst.
Mas foi em 2000, com o lançamento de American Psycho que me viciei em Christian Bale. Após ver sua performance neste extraordinário filme dirigido por Mary Harron, eu comecei a consumir tudo que o ator apresenta. Sou uma colecionadora dos filmes de Bale e com exceção de Mio min Mio, Anastasia e Jutland (os quais eu não vi) posso dizer que ele é sem dúvida incrível na criação de personagens. Em American Psycho (onde ele quase perdeu o papel para Leonardo Di Caprio) interpreta Patrick Bateman, um yuppie dos anos 80 que não conseguia controlar seu impulso de matar quem o incomodava com uma frieza cruel. O filme baseado em uma história real lançou de vez Bale como um dos nomes mais fortes e acertados para qualquer casting. Este trabalho rende até hoje ao ator convites para outras produções. No elenco temos ainda nomes conhecidos do público, como a queridinha de Hollywood Reese Witherspoon, Jared Leto, Josh Lucas, Willem Dafoe, Chloe Sevigny e Justin Theroux. E é neste filme também que começamos a ver as transformações pelas quais o ator passa para encarar seus personagens. Em American Psycho ele raspou todos os pêlos de seu corpo, encarou treinamento de yoga e até raspou seus dentes para dar ao Bateman um aspecto de meticulosamente perfeito.
Mesmo quando o filme deixa muito a desejar, o ator cria uma interpretação precisa, cuidadosa e sensível para seus personagens. Como é o caso do horrendo Capitão Corelli, com Nicolas Cage e Penélope Cruz; ou do enfadonho, A Portrait of a Lady, com Nicole Kidman e John Malkovich.

Recentemente ele caiu de vez nas graças do grande público ao ser escalado para viver o super-herói Batman em Batman Begins de Christopher Nolan, que também o dirigiu em The Prestige, com Hugh Jackman, o Wolverine. Elogiado por dar ao famoso personagem dos quadrinhos o toque certo de justiça e mistério, o tempero certo daquilo que é apresentado nas páginas das comics. Eu fiquei extasiada quando soube que o ator que mais admiro ia encarnar o herói que mais adoro e felizmente ele não decepcionou. Antes de estar no elenco de Batman Begins ele havia acabado de rodar The Machinist, onde emagreceu 27 Kgs em praticamente um mês. A pedido do Nolan engordou para fazer o teste de roupa e apareceu com os 27Kgs mais 3 Kgs. Mesmo estando bem acima do peso, pois durante este tempo o ator não podia fazer qualquer exercício físico por ter facilidade em perder peso, foi aceito para o papel. Sorte dos fãs do herói! Em pouquíssimo tempo lá estava ele com o físico perfeito dando vida à nova saga de Batman. A determinação de Bale ao se preparar para seus personagens já foi mencionado aqui no Zine Acesso, quando ele liderou a lista das 10 transformações físicas mais surpreendentes do cinema.
Ontem, fui ver o novo filme que estreou nos cinemas Rescue Dawn, que conta a história de Dieter Dengler um sobrevivente de uma missão secreta durante a guerra do Vietnã, dirigido por Werner Herzog, que já havia dirigido o documentário com o próprio Dengler. O filme, com certeza não agradará a todos e eu confesso que não é o tipo de filme que eu gosto de ver. Fui única e exclusivamente por causa de Bale e ele é o foco principal durante todo o filme. Mas, numa licença poética, achei interessante ver momentos que praticamente me remeteram ao garoto de Empire of the Sun, quando ele narra porque resolveu ser aviador, ou quando menciona que já viu muitas mortes na sua infância durante a II Guerra Mundial. E aqui está o garoto crescido, mais maduro, um ator mais sensível e ainda com a mesma curiosidade no olhar. De novo vemos ele encarar loucuras ao comer vermes de verdade durante uma das cenas, seu emagrecimento durante as filmagens, os momentos de tortura em que nenhum dublê toma o seu lugar, é ele mesmo em carne e osso sendo pendurado de ponta cabeça, arrastado e jogado em tanques de água. Com certeza não foi um filme fácil de fazer fisicamente e compartilhando essa experiência, sim porque o filme definitivamente foi uma experiência para os atores, temos Steve Zahn (no melhor papel de sua carreira) e Jeremy Davies (de Dogville e como sempre em ótima performance). Não é um filme magistral, que agrade a todos, mas que tem seus méritos e ainda a presença imperdível de Bale e Steve Zahn.
“Entre os vivos, há sonâmbulos. E também entre os mortos”.
(Christian ‘Dengler’ Bale, Rescue Dawn)
Um pedido que faço quando estiverem assistindo a alguma produção com Christian Bale é prestar atenção em cenas que não têm tanta relevância, que não são chave para o filme como um todo. Vocês verão aí a magnitude de um excelente ator, quando consegue dar todas as nuances necessárias, não importando o tamanho de sua participação no filme ou o tamanho das cenas que são apresentadas. Alguns dos melhores momentos em Batman Begins, por exemplo, é vê-lo se levantar no tribunal durante o julgamento do assassino de seus pais ou quando o elevador está caindo durante o incêndio da mansão Wayne e o olhar dele para o Alfred. Você consegue ver o herói e também o garoto que virou órfão, o medo e a revolta que o levaram a ser Batman. Colocar todas essas partes de um personagem, de uma criação em micro momentos como esses é uma das coisas mais difíceis em ser ator e digo por experiência própria. Outra cena bastante especial, está em Laurel Canyon, na cena em que ele e a atriz Natascha McElhone (Californication) estão dentro do carro e praticamente transam sem se tocar.
Rescue Down
Poderia ficar aqui durante horas descrevendo cada excelente momento, mas seria me estender demais. Portanto, deixo aqui o meu relato e dicas de filmes com o ator: Velvet Goldmine (Ewan Macgregor, Tonni Collete e Jonathan Rhys Meyers); American Psycho; Shaft (Samuel L. Jackson); Laurel Canyon (Kate Beckinsale); Reign of Fire (Matthew McConaughey e Gerard Butler); Equilibrium; The Machinist; Batman Begins e The Prestige.
Para quem curte dublagens ele fez os desenhos animados: Pocahontas e Castelo Encantado (do mesmo criador de A viagem de Chihiro). Esses são apenas alguns dos 39 filmes que incluem a filmografia do ator.
Agora é ter paciência e esperar as estréias de The Dark Knight, Os Indomáveis (com Russel Crowe) e Terminator Salvation, o quarto filme da série e que teve confirmação neste mês da presença do ator que viverá o John Connor já adulto.
Aqueles que se aventurarem pela carreira de Christian Bale, boa diversão!
A História dos Videogames - Parte 6
14 dezembro, 2007 por Willian Correa · 7 Comentários
Surge o Master System para competir com o NES
Bem, nossa viagem continua: estamos na segunda metade dos anos 80 e o Famicom/NES domina praticamente sozinho o mercado de diversões eletrônicas domésticas. A própria Atari até tentou com seu novo console, o Atari 7800, mas não teve chance alguma, o mundo se curvara perante a Nintendo.
Mas eis que uma outra empresa, que na verdade não era uma novata no ramo, decidiu que iria querer quebrar esse poderio da Nintendo: a SEGA! Pouca gente sabe, mas ela na verdade não é japonesa, e sim norte-americana. Fundada em 1940 no Havaí, possuía o nome de Standard Games, e atuava no ramo de entretenimento para as bases militares norte-americanas; em 1951 ela se transferiu para o Japão (logo após a 2ª Guerra Mundial), mudando seu nome para Service Games, cuja sigla se tornou SEGA.
Em 1965 ela se uniu à Rosen Enterprises, tornando-se então a SEGA Enterprises, e em 1969 foi comprada pela Gulf & Western Industries. Iniciou suas incursões em diversões eletrônicas nas décadas que viriam, mas com o crash dos videogames quase foi à falência, sendo então comprada por um grupo japonês. Assim, sendo, ela manteve sua sede no Japão, mas criou uma subsidiária nos EUA, tornando-se assim a empresa que a maioria das pessoas conhece atualmente.
A SEGA rapidamente se tornou uma grande desenvolvedora de jogos para fliperamas, mas com o sucesso alcançado pela Nintendo, ela quis abocanhar uma fatia do enorme mercado de consoles domésticos conquistado pelo Famicom/NES. Com um protótipo batizado de Mark III, em 1984 ela o aprimorou, dando a ele o nome de Master System, e em 1986 o novo console também foi colocado no mercado norte-americano.

O Master System, na verdade, era muitíssimo superior ao NES sob vários aspectos: maior quantidade de cores exibidas na tela, melhores gráficos e som, e até um design mais bonito. Mas mesmo com tudo isso, ele nem sequer arranhou o reinado da Nintendo.
Boa parte deste insucesso foi seu lançamento tardio; como demorou a ser lançado, o Famicom/NES teve tempo de sobra para se instalar e se firmar. Mas, sem dúvida, o maior vilão do Master System foi uma cláusula contratual que a Nintendo impusera anos antes às softhouses que produziam jogos para ela: elas iriam produzir jogos apenas para o Famicom/NES, única e exclusivamente para ele. Sendo assim, a SEGA ficou sozinha, tendo que desenvolver seus jogos por si mesma.

Alex Kidd in Miracle World

Phantasy Star
Ela até que fez até um esforço heróico, produzindo muitos jogos que também são amados até hoje pelos fãs do console: After Burner, Alex Kidd in Miracle World (mascote da SEGA até sua substituição pelo Sonic), Altered Beast, Black Belt, California Games, Castle of Illusion, Choplifter, E-SWAT e Wonder Boy, por exemplo. Além disso, apresentou ótimas conversões de arcades, como Double Dragon e Shinobi, muito melhores que as versões da Nintendo, e bons RPGs (perfeitos para o gosto dos japoneses), como Aztec Adventure, Phantasy Star e Y’s.
Pra piorar, no seu lançamento nos EUA a SEGA acabou cometendo um grande erro, licenciando seus produtos para a Tonka Toys, que desconhecendo completamente como funcionava o mercado e a preferência dos consumidores, lançou jogos fracos, deixando os bons de lado. Sendo assim, o fim da história é conhecido: no Japão e nos EUA o Master System não foi páreo para o Famicom/NES.
O contrário ocorreu em outros mercados, como na Europa e no Brasil: no Velho Mundo o NES nunca venceu o console da SEGA em vendas, sendo totalmente sufocado; o Master System agradou em cheio o gosto europeu.

Mônica no Castelo do Dragão
Master System III Compact
E no Brasil, graças à uma sábia parceria com a Tec Toy, que soube aliar estratégia de marketing com boa assistência e ótimos lançamentos, o Master System concorreu em pé de igualdade com os clones do NES, encaixando-se perfeitamente também no gosto dos brasileiros. O licenciamento dos produtos da SEGA pela Tec Toy foi tão bem sucedido que permanece até hoje, com a empresa ainda produzindo consoles atualmente; foi também inovador, com o lançamento de jogos exclusivos para o mercado brasileiro, como os da Turma da Mônica e do Chapolin, e de produtos diferenciados como o Master System III Compact cor-de-rosa, voltado para as meninas.
Na 7ª parte, a reviravolta da SEGA, com seu poderoso Mega Drive. Até lá!















