A História dos Videogames - Parte 5
7 dezembro, 2007 por Willian Correa
Jogos famosos do NES e sua vinda ao Brasil
Como pudemos observar anteriormente, o Famicom/NES salvou a indústria de videogames. Não apenas fez isso, como também criou a base na qual se sustentaria todo um novo mercado, ou seja, as pessoas voltaram a gostar de videogames, situação mantida até hoje.

Mega Man
E boa parte desse sucesso, sem dúvida, foi devido aos seus jogos. Hoje verdadeiros clássicos e até alçados à alcunha de “cult”, dão saudade a qualquer um que já os tenha jogado, e vários se tornaram franquias famosíssimas, figurando até hoje entre os consoles de última geração. Este é o caso das séries Castlevania, Mega Man, Ninja Gaiden, Metroid, The Legend of Zelda, Final Fantasy, Dragon Quest, Teenage Mutant Ninja Turtles e Super Mario Bros., só para citar algumas.

Double Dragon
Além disso, há títulos inesquecíveis que marcaram a “Era NES”, e só de ouvir alguma música deles ou ver alguma imagem já dá a todos um sentimento de nostalgia, como 1942, Double Dragon, Kid Icarus, Gradius, Robocop, Yo! Noid e Contra.
Com toda esta popularidade, no entanto, o NES acabou tornando-se também o videogame mais clonado da história. Esses clones na verdade eram produzidos por empresas que jamais pediram qualquer autorização ou licença à Nintendo para lançarem consoles compatíveis com o NES ou o Famicom, sendo, em suma, todos piratas.
E no Brasil não foi diferente: os clones do NES, padrão americano com 72 pinos, foram produzidos pela Dismac com seu Bit System (com seu design totalmente idêntico ao do NES), pela Gradiente com o Phantom System e pela Milmar e seu Hi-Top Game. Já os clones do Famicom, padrão japonês com 60 pinos, foram comercializados pela CCE, com o Top Game VG-8000, pela Dynacom e seu Dynavision II, e pela IBTC, com o Super Charger (cópia idêntica do Famicom também, apenas com cores diferentes).
Algumas empresas foram até mais longe, lançando inclusive cartuchos (muitas vezes trocando os nomes originais dos jogos), e também inovadoras, produzindo consoles que eram compatíveis tanto com o sistema americano quanto com o japonês. Foi o caso do Top Game VG-9000 e seu sucessor, Turbo Game, da CCE e do Dynavision III da Dynacom.
Esses clones nacionais chegaram ao mercado a partir de 1989, e foram um tremendo sucesso também, sendo os mais famosos o Top Game VG-8000 e o Phantom System. Uma curiosidade interessante a respeito deste último é que a Gradiente, na época, estava interessada em licenciar o Atari 7800, mas desistiu em cima da hora devido ao fraco desempenho em vendas do console nos EUA; lançou então um clone do NES, mas com uma aparência totalmente decalcada do console da Atari. E isso sem contar seus joysticks, idênticos ao do Mega Drive.

Outro fato digno de nota é que até hoje são comercializados esses clones no Brasil, como por exemplo o Super Dynavision III e o PolyStation (console que copiou a aparência do PlayStation).
A Nintendo só foi oficialmente licenciada no Brasil em 1993, pela Playtronic (união entre a Gradiente e a Estrela). Aí sim, finalmente os consumidores podiam comprar produtos com o famoso “Selo de Qualidade Nintendo”.
O NES oficial da Playtronic, porém, não fez tanto sucesso já que chegou tardiamente ao mercado – área que os clones dominavam desde 1989 – e pelo fato de que em 1993 os consoles de 16 bits já imperavam. Os outros produtos da empresa, no entanto, venderam muito bem, como o Super NES, o Gameboy e posteriormente o Nintendo 64. Mas infelizmente em 2003, por decisão da própria Gradiente, a parceria da Playtronic foi encerrada, finalizando uma era que sob muitos aspectos, foi áurea para os consumidores e gamemaníacos: foi o período em que mais havia produtos licenciados no Brasil, fosse pela Playtronic ou pela Tec Toy (licenciada da SEGA).
Na 6ª parte, a chegada da primeira concorrente de verdade da Nintendo, inaugurando a época da “guerra dos videogames”. Vejo vocês lá!














Cara! Olha o Phantom System!
Muito boa esta parte!
Espero o texto do Mega Drive… tenho um post guardado para ele!
Abs!
Olha só o tamanho da FONTE que o Phantom usava! Só faltou nosso querido ADAPTADOR de cartuchos na foto..hehe
Òtimo texto, diga-se
Olá. Antes, gostaria de parabenizá-los por essas matérias. Comecei a ler hoje e adorei, mas gostaria de observar algumas coisas, alguns erros simples, mas que pode fazer a diferença: (de acordo com o documentário que está sendo exposto pelo Discovery Channel - A Era dos Videogames)
O nome do 1º jogo eletronico , na verdade é Tennis for Two, de 1958. O nome correto de um cara muito importante, considerados o invertor e pai do videogame de TV que conhecemos hoje é Ralph Baer e não Bauer…
Olá, Everton! Valeu pelos elogios, e também por seus apontamentos. Realmente, esse aspecto do nome do 1º jogo é bem controverso, mas acabei decidindo pelo que encontrei na maioria em material de pesquisa na net. Esta série da Discovery é bem legal mesmo, e uma das minhas inspirações para ter decidido escrever a respeito. Com relação ao criador do Odyssey, foi uma “escapada” mesmo na hora da digitação, obrigado pelo toque. Ele realmente foi um grande inventor, tendo criado inclusive vários brinquedos eletrônicos, como o aqui conhecido “Genius”, da Estrela. Um abraço!
Willian, em teu favor conta o seguinte: somente um descendente da familia BAUER poderia ter criado o videogame! Ou alguém aí vai discordar do Jack???
Abs!
hahahahaha…. adorei o comentário da Camatari….
[...] Parte 5 [...]
[...] sempre vendeu muito bem, suplantando as vendas do NES, lançado tardiamente por aqui, como vimos na 5ª parte de nossa história. Game Boy [...]