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A História dos Videogames – Parte 6

14 dezembro, 2007 por Willian Correa 


Surge o Master System para competir com o NES

Bem, nossa viagem continua: estamos na segunda metade dos anos 80 e o Famicom/NES domina praticamente sozinho o mercado de diversões eletrônicas domésticas. A própria Atari até tentou com seu novo console, o Atari 7800, mas não teve chance alguma, o mundo se curvara perante a Nintendo.

SegaMas eis que uma outra empresa, que na verdade não era uma novata no ramo, decidiu que iria querer quebrar esse poderio da Nintendo: a SEGA! Pouca gente sabe, mas ela na verdade não é japonesa, e sim norte-americana. Fundada em 1940 no Havaí, possuía o nome de Standard Games, e atuava no ramo de entretenimento para as bases militares norte-americanas; em 1951 ela se transferiu para o Japão (logo após a 2ª Guerra Mundial), mudando seu nome para Service Games, cuja sigla se tornou SEGA.

Em 1965 ela se uniu à Rosen Enterprises, tornando-se então a SEGA Enterprises, e em 1969 foi comprada pela Gulf & Western Industries. Iniciou suas incursões em diversões eletrônicas nas décadas que viriam, mas com o crash dos videogames quase foi à falência, sendo então comprada por um grupo japonês. Assim, sendo, ela manteve sua sede no Japão, mas criou uma subsidiária nos EUA, tornando-se assim a empresa que a maioria das pessoas conhece atualmente.

A SEGA rapidamente se tornou uma grande desenvolvedora de jogos para fliperamas, mas com o sucesso alcançado pela Nintendo, ela quis abocanhar uma fatia do enorme mercado de consoles domésticos conquistado pelo Famicom/NES. Com um protótipo batizado de Mark III, em 1984 ela o aprimorou, dando a ele o nome de Master System, e em 1986 o novo console também foi colocado no mercado norte-americano.

Master System da Sega

O Master System, na verdade, era muitíssimo superior ao NES sob vários aspectos: maior quantidade de cores exibidas na tela, melhores gráficos e som, e até um design mais bonito. Mas mesmo com tudo isso, ele nem sequer arranhou o reinado da Nintendo.

Boa parte deste insucesso foi seu lançamento tardio; como demorou a ser lançado, o Famicom/NES teve tempo de sobra para se instalar e se firmar. Mas, sem dúvida, o maior vilão do Master System foi uma cláusula contratual que a Nintendo impusera anos antes às softhouses que produziam jogos para ela: elas iriam produzir jogos apenas para o Famicom/NES, única e exclusivamente para ele. Sendo assim, a SEGA ficou sozinha, tendo que desenvolver seus jogos por si mesma.

Alex Kidd in Miracle World
Alex Kidd in Miracle World
Phantasy Star
Phantasy Star

Ela até que fez até um esforço heróico, produzindo muitos jogos que também são amados até hoje pelos fãs do console: After Burner, Alex Kidd in Miracle World (mascote da SEGA até sua substituição pelo Sonic), Altered Beast, Black Belt, California Games, Castle of Illusion, Choplifter, E-SWAT e Wonder Boy, por exemplo. Além disso, apresentou ótimas conversões de arcades, como Double Dragon e Shinobi, muito melhores que as versões da Nintendo, e bons RPGs (perfeitos para o gosto dos japoneses), como Aztec Adventure, Phantasy Star e Y’s.

Pra piorar, no seu lançamento nos EUA a SEGA acabou cometendo um grande erro, licenciando seus produtos para a Tonka Toys, que desconhecendo completamente como funcionava o mercado e a preferência dos consumidores, lançou jogos fracos, deixando os bons de lado. Sendo assim, o fim da história é conhecido: no Japão e nos EUA o Master System não foi páreo para o Famicom/NES.

O contrário ocorreu em outros mercados, como na Europa e no Brasil: no Velho Mundo o NES nunca venceu o console da SEGA em vendas, sendo totalmente sufocado; o Master System agradou em cheio o gosto europeu.

Mônica no Castelo do Dragão
Mônica no Castelo do Dragão
Master System III Compact
Master System III Compact

E no Brasil, graças à uma sábia parceria com a Tec Toy, que soube aliar estratégia de marketing com boa assistência e ótimos lançamentos, o Master System concorreu em pé de igualdade com os clones do NES, encaixando-se perfeitamente também no gosto dos brasileiros. O licenciamento dos produtos da SEGA pela Tec Toy foi tão bem sucedido que permanece até hoje, com a empresa ainda produzindo consoles atualmente; foi também inovador, com o lançamento de jogos exclusivos para o mercado brasileiro, como os da Turma da Mônica e do Chapolin, e de produtos diferenciados como o Master System III Compact cor-de-rosa, voltado para as meninas.

Na 7ª parte, a reviravolta da SEGA, com seu poderoso Mega Drive. Até lá!

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Comentários

7 Comentários para “A História dos Videogames – Parte 6”

  1. André Miranda em 14 dezembro, 2007 19:06

    Eu tive um Master System. Adorava jogar Alex Kidd, Sonic, California Games… bons tempos aqules! :)

  2. Marcio Melo em 15 dezembro, 2007 9:24

    que saudade do meu Master…

    Agora você quase me fez chorar :P

  3. F. Camatari em 15 dezembro, 2007 10:23

    Master System III Rosa!
    Q trash!!!!!!!
    Coitado do Alex kidd….

  4. Daniel em 15 dezembro, 2007 22:08

    Grande época…

  5. Daniel em 16 dezembro, 2007 19:17

    O Carnaval dos Quadrinhos das Quartas #2 trata sobre: Seu vilão favorito.

  6. Willian em 17 dezembro, 2007 9:44

    É, só de ver os comentários já dá pra sentir o quanto o Master System foi querido aqui no Brasil… Abraços a todos!

  7. A História dos Videogames - Continuação « Fervendo Cerebro em 13 setembro, 2008 11:23

    [...] Parte 6 [...]

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