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A História dos Videogames - Parte 8

7 janeiro, 2008 por Andre Miranda 

por Willian “Kent” Corrêa

Um novo mercado é criado, o de consoles portáteis

Game BoyPois é pessoal, ano novo, vida nova. Mesmo assim, nosso passeio pela história dos consoles de videogame precisa continuar, pois afinal não podemos deixar coisas inacabadas, não é mesmo?

Na nossa sétima parte, conhecemos a ascensão e glória do videogame de 16 bits da SEGA, o todo-poderoso Mega Drive/Genesis. A empresa colhia os louros da vitória por seu console, que não conhecia um concorrente à altura: até então, ela só esperava para ver que videogame sua concorrente, a Nintendo, colocaria no mercado para disputar com ela.

E vindo de um protótipo apresentado em 1987, a empresa de Mario & cia no início de 1989 não lançou um concorrente de 16 bits, mas sim um videogame para ocupar um novo nicho, o Game Boy!

Surgido do imaginário do engenheiro Gumpei Yokoi, o pequenino console foi um sucesso imediato. A idéia na verdade não era nova, dez anos antes a Milton Bradley lançara o Microvision, o primeiro videogame portátil da história, que infelizmente não fez sucesso.

Microvision
Microvision

Mas o Game Boy, apesar de possuir tela em preto e branco, teve diferenciais que seu antecessor não teve: era realmente portátil, cabendo facilmente no bolso, gastava pouca bateria (dava para jogar até 20 horas sem parar), e era, principalmente, barato. Além disso, assim como foi com o NES, ele teve uma grande e ótima biblioteca de jogos, tendo títulos desenvolvidos por praticamente todas as softhouses da época.

Final Fantasy
Final Fantasy - Game Boy

Com isso, o Game Boy logo teve suas versões de franquias famosas, como “Castlevania”, “Contra”, “Final Fantasy”, “Mega Man”, “Super Mario Bros.”, “Teenage Mutant Ninja Turtles” e “The Legend of Zelda“.

Além disso, foram produzidos para ele inúmeros acessórios, como fones de ouvido, câmera e até impressora. Mais tarde, já com o advento do Super NES, foi desenvolvido também um adaptador para que os usuários do console de 16 bits da Nintendo pudessem jogar os títulos do portátil.

Vendo o grande sucesso do mercado de portáteis, outras empresas decidiram investir na área também: a Atari lançou o Lynx ainda em 1989, a NEC o PC Engine GT em 1990 e a SEGA colocou nas prateleiras o Game Gear em 1991. Todos eram ótimos, e já de cara apresentavam o diferencial que o Game Boy não tinha, tela colorida.

Game Gear
Game Gear

Mas ninguém foi páreo para o portátil da Nintendo. O único que chegou a disputar um pouco com ele foi o Game Gear, mas mesmo assim ele sempre ficou em segundo lugar em vendas. O portátil da SEGA chegou a apresentar alguns acessórios interessantes também, sendo o mais legal deles o receptor de rádio e TV, cuja produção foi logo interrompida devido a problemas legais.

Pokémon
Pokémon
Pokémon - Game Boy

Com o passar dos anos, o Game Boy foi se modernizando também, sendo produzidas novas versões dele, como o Game Boy Light, que tinha luz de fundo para se poder jogar no escuro, o Game Boy Pocket, que era menor, mais fino e mais leve que o original. Em 1996 o console portátil tornou-se novamente um campeão de vendas com o lançamento do jogo “Pokémon”, em que o jogador capturava monstrinhos e tinha que treiná-los e evoluí-los; o sucesso do título foi tão grande que rapidamente se tornou a “menina dos olhos” da Nintendo, sendo produzidas várias continuações e sendo licenciados vários produtos, como roupas, brinquedos, calçados e até uma série animada, com temporadas que perduram até hoje.

A glória veio finalmente em 1998, com o lançamento do Game Boy Color, em que finalmente se pôde jogar em cores, incluindo todos os jogos antigos da plataforma. E no Brasil, graças a uma boa estratégia de marketing da Playtronic, o Game Boy sempre vendeu muito bem, suplantando as vendas do NES, lançado tardiamente por aqui, como vimos na 5ª parte de nossa história.

Game Boy Color
Game Boy Color

O Game Boy também detém recorde, a exemplo do NES: é o console mais vendido do mundo, com mais de 130 milhões de unidades vendidas, número que ainda cresce, pois a empresa ainda não parou de fabricá-lo. Com isso, provavelmente ele tem tudo para ultrapassar o NES como o console mais longevo e duradouro da história.

E por fim, muitos se perguntam por que a Nintendo sempre investiu tanto no Game Boy, tratando-o com tanto carinho. A resposta é até simples: no período em que o PlayStation dominou o mercado de consoles caseiros, o poderoso Nintendo 64 nem sequer arranhou o reinado da Sony, apesar de ser um console superior; quem segurou as pontas da Nintendo e impediu que ela afundasse foi seu simpático portátil. Sendo assim, quem a repreenderia por gostar tanto dele, não é?

Na 9ª parte, uma ilustre desconhecida decide criar o melhor console da história. Até lá!

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Comentários

6 Comentários para “A História dos Videogames - Parte 8”

  1. Contém Conteúdo » Blog Archive » Rapidinhas#9. Fotos, Games, Livros e HQ em 8 janeiro, 2008 11:05

    [...] Zine Acesso apresentou a oitava parte de sua séries de posts chamada “A história dos VideoGames”, desta vez apresentando o mundo [...]

  2. Thiago em 8 janeiro, 2008 22:04

    Comentei sobre o post e recomendei o link do Zine Acesso em:
    http://www.joguinhosantigos.com/2008/01/recomendado-histria-dos-videogames.html

    Abraços.

  3. André Miranda em 9 janeiro, 2008 10:12

    Valeu pela citação, Thiago.
    Curti bastante seu blog. Adicionei no nosso blogroll ;)
    Grande abraço!

  4. Thiago em 9 janeiro, 2008 10:45

    Retribui a gentileza e inclui o link no rol dos parceiros.

    Abraços.

  5. Eduardo em 9 janeiro, 2008 12:54

    Saudade… :( Vendo a imagem do GameBoy, eu me lembrei dos Mini-Games!
    Tive um monte deles, made in Miami-Del-Lest heheheh

  6. Zine Acesso » A História dos Videogames - Parte 9 em 22 janeiro, 2008 12:16

    [...] estamos com mais um capítulo de nosso passeio pela história. Vimos na última parte a criação do Game Boy e a relação de amor que a Nintendo tem para com ele até os dias de hoje. [...]

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