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CQQ #14 - Dragon Ball

16 abril, 2008 por Willian Correa 

Mais uma vez o Carnaval de Quadrinhos das Quartas retorna, nesta 14ª edição, e o tema da vez é mangás. O termo, utilizado pelos japoneses para designar as histórias em quadrinhos em geral, não importando se são nacionais ou importadas, no ocidente acabou ganhando uma conotação um pouco diferente, significando apenas os quadrinhos produzidos no Japão ou sob seus moldes, com muitas onomatopéias e personagens na maioria das vezes representados com olhos bem grandes (influência do mestre Osamu Tezuka, considerado o “pai do mangá”). Outra coisa que distingue bastante o mangá dos quadrinhos de super-heróis é o fato de que são histórias fechadas, com um fim bem determinado e pré-estabelecido, de produção do próprio autor.

Dragon Ball

Dentre as inúmeras e quase incontáveis páginas de quadrinhos produzidas pelos japoneses semanalmente, algumas séries se destacam, dão notoriedade ao seu criador, e em pouco tempo tornam-se desenhos animados, videogames e mais uma infinidade de produtos licenciados. E uma série em particular chama a atenção pela sua criatividade, fama e longevidade: Dragon Ball!

Criada por Akira Toriyama para a revista semanal Shonen Jump em 1986, a série narra a história de Son Goku – um garotinho nada comum, com uma força extraordinária, cauda de macaco, habilidade inata para artes marciais e um coração puro como ninguém – em sua jornada junto com diversos amigos em busca das sete lendárias esferas do dragão, que conforme diz a lenda, ao serem reunidas, invocariam o dragão Sheng Long, que conferiria a quem o invocou um desejo, qualquer que fosse.

Levemente baseada em um conto oriental, de um macaquinho que possuía uma nuvem voadora e um bastão mágico, a série se passa em um planeta Terra fictício, em que há animais inteligentes como as pessoas, dinossauros e carros voadores. Esta Terra também possui quatro capitais principais, as cidades do Norte, Sul, Leste e Oeste.

Mas é lógico que este simples resumo não exprime apropriadamente a magnitude de Dragon Ball: no decorrer de sua história, Goku faz grandes amigos, como Bulma (que o introduziu a todo este universo de aventuras), Yamcha (ex-ladrão e posterior parceiro de aventuras), Kame Senin (eterno mestre e mentor), Kuririn (colega de treinamento e melhor amigo) e Piccolo (ex-vilão e posterior amigo), constitui família, descobre ser alienígena (um saiyajin do planeta Vegeta), morre, ressuscita e chega até a ser avô.

A série se iniciou com um teor cômico, com muito humor e piadas (mas sempre com um pano de fundo das artes marciais) e foi lentamente se tornando cada vez mais séria, com Goku e amigos enfrentando inimigos cada vez mais fortes. Toda a história foi tão longa que foi posteriormente compilada em 42 volumes, sendo que os 16 primeiros representam a fase da infância e mais cômica de Goku, e os 26 restantes a fase de sua vida adulta, com aventuras mais sérias e violentas, lutando contra inimigos como Vegeta, Freeza, Cell e Majin Boo. Esta última, apesar de abusar bastante da fórmula “Goku luta contra inimigo-apanha-treina-volta mais forte e vence”, é a fase mais conhecida do público em geral, e ganhou a denominação de “Dragon Ball Z” quando foi adaptada para a versão em anime; vale lembrar também que a última parte da série animada, “Dragon Ball GT” não existe em mangá, tendo sido criada especialmente para a TV.

Dragon Ball

Aqui no Brasil, o mangá foi publicado pela Conrad Editora, em uma atitude ousada, com desenhos em preto e branco e leitura invertida, no sentido original da publicação japonesa. A fórmula deu tão certo que enfim abriu o mercado editorial brasileiro para os mangás e permitiu que esta série e várias outras chegassem realmente ao fim, evitando os cancelamentos (fato que incomodou por muito tempo os fãs de Lobo Solitário). Pelo selo da Conrad, Dragon Ball teve 83 edições, 32 apresentando a primeira fase e as 51 restantes a fase “Z”.

Com tudo isso, Dragon Ball tornou-se um marco na história dos mangás: manteve uma fórmula de sucesso que perdurou por anos, criou identificação com o público de maneira nunca vista antes (uma criança que porventura tenha acompanhado a saga de Goku desde o início, cresceu, casou-se e teve filhos mais ou menos na mesma época que seu herói), criou uma legião de fãs por todo o mundo, representando muitas vezes o primeiro contato de muitos países com os mangás e animes, e tornou seu criador um dos cinco mais ricos japoneses do setor artístico, incluindo aí também cantores, atores, dentre outros.

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Comentários

5 Comentários para “CQQ #14 - Dragon Ball”

  1. F Camatari em 16 abril, 2008 18:10

    Isso é que é equipe versátil!
    Até de mangá a gente manja!
    Mandou muito bem Will!

    Abs!

  2. Willian em 17 abril, 2008 8:01

    Valeu, Fábio! Como o tema era mangá, e eu particularmente sou fã de Dragon Ball, não poderia deixar passar, rsrsrs… Abraço a todos!

  3. Holy Avenger em 17 abril, 2008 23:52

    [...] sobre Video Girl Ai. O Não diga nada participa com o Lobo SolitárioO Zine Acesso divaga sobre Dragon BallO Cibertronn destrincha Full Metal [...]

  4. Fernando em 28 abril, 2008 9:44

    Nunca consegui gostar destes desenhos de japa…

  5. Reviews HQ » Carnaval dos Quadrinhos das Quartas #14 em 18 dezembro, 2008 12:23

    [...] sobre Mangás de samuraisO Não diga nada participa com o Lobo SolitárioO Zine Acesso divaga sobre Dragon BallO Cibertronn destrincha Full Metal AlchemistO Blog do Hiroshi vai de Holy [...]

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