Amy x Ivete
17 junho, 2008 por Luke Molotov

Nós do Zine Acesso não temos o costume de republicar matérias de outros sites e sempre prezamos muito o conteúdo original. Porém, existem exceções e esta é uma delas. O texto a seguir escrito pelo excelente Marcelo Rubens Paiva e publicado no jornal “O Estado de São Paulo” no dia 07/06/08 vale a pena ser lido, e é por isso que queremos compartilhá-lo com vocês.
“Matéria de encerramento do Fantástico do último domingo (dia 01), sobre o Rock in Rio Lisboa. Sônia Bridi mostra o ritual nos camarins de Ivete Sangalo, a reza, a banda, a entrada no palco e trechos do show. Ela canta Sorte Grande (Poeira) e a lambada Chorando Se Foi com uma roupa que lembra a Mulher Gato. Será que ela cantou Macarena.
“Ivete nocauteou o público português, que mostrou sua paixão”, conta Sônia. Close num cartaz “Ivete casa comigo”.
Em seguida, a estrela da noite, Amy Winehouse, linda, doida, puro rock and roll Que “decepcionou” segundo o Fantástico, pois apareceu rouca, cambaleante e com um copo na mão. O show começou com meia hora de atraso. Ela veio de Londres num jato fretado, não deu entrevista e usava um broche com o nome do namorado que tem problemas com a Justiça, informou Sônia, desapontada, que concluiu: “A fila anda.”
Ela sugere que Ivete irá substituir Amy? Xenofobia no rock? Aliás, Ivete anunciar cerveja pode? E aonde foi parar o rock and roll? Por muito menos o movimento punk nasceu.
Roberto Medina, vice-presidente da organização, diz que o Rock in Rio pode voltar ao Brasil no ano da copa do mundo. Pedem para ele trazer o rock. E a Amy.







Não queira comparar as atitudes de Amy Winehouse com as de Ivete Sangalo, nem muito menos as apresentações da mesma. Não estou falando de quem canta melhor ou tem o melhor ritmo. Mas sim de postura e respeito ao público a que está às assistindo, coisas que a Amy já perdeu faz tempo.
10 vezes Ivete à Amy Winehouse.
E o rock sempre estará lá, independente de um nome ou outro.
Quero lembrar que este texto não foi escrito pela equipe do Zine Acesso, mas pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva.