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Crise Final - As Primeiras Impressões da Nova Mega Saga da DC

2 julho, 2008 por Willian Correa 

* Cuidado: Este texto contém spoilers, relatando eventos que ainda não foram publicados no Brasil.

Realmente já faz algumas semanas que Final Crisis #1 chegou às bancas e comic-shops norte-americanas, mas como acabou sendo alvo de várias críticas e falatórios, decidi escrever esta análise mais friamente, depois de já tê-la lido há algum tempo e sem estar “empolgado demais”, para ser o mais imparcial possível.

Dentre as críticas mais apontadas nessa primeira edição, listam-se o fato de que afirmaram sem “mais do mesmo”, de “jogar muitos itens aleatoriamente”, e de ser “muito parada”. Bem, em defesa da revista, afirmo que não é nada disso.

Preview - Crise FinalMais do mesmo? Bem, a saga se trata da conclusão de uma trilogia de crises, então, tem que dar continuidade ao assunto, não é? Itens jogados ao acaso? Ora, na verdade, quem conhece Grant Morrison, o roteirista da saga, sabe como ele escreve; ele prepara o terreno para os eventos principais acontecerem, e habitualmente, não desaponta. Isso por si só também já rebate a afirmação da edição ser parada.

A bem da verdade, a revista carrega sim a dificuldade e o peso de uma cronologia de 70 anos. Por isso mesmo, é recheada de citações e eventos que ao mesmo tempo em que tocam fundo à lembrança dos fãs mais antigos, passam incólumes pelos novos leitores, mas nem por isso os novatos ficarão de fora do contexto.

Tem-se, então, a impressão de que Morrison quis presentear os fãs fiéis da DC, que jamais a abandonaram, resgatando os elementos que importam realmente em seu universo fictício. Pontos esses que podemos exemplificar abaixo:

  1. Em um flashback, o fogo sendo dado ao homem pelos deuses na aurora da humanidade – classicamente inspirado em diversas lendas e mitologias (deuses astronautas), aqui o evento foi encenado por Metron, dos Novos Deuses, e Anthro, homem das cavernas velho conhecido dos decenautas;
  2. Dan Turpin encontrando o moribundo Órion – justa homenagem, haja vista que o inspetor da Unidade de Crimes Especiais de Metrópolis apareceu pela primeira vez na revista dos Novos Deuses, sendo todos eles criações do mestre Jack Kirby (vale lembrar também que Turpin também foi uma homenagem a Kirby em Superman Animated, onde o inspetor foi representado à sua imagem);
  3. No Dark Side Club, vemos Darkseid vivendo disfarçado como humano na Terra, e ao que parece, finalmente encontrou a equação anti-vida que sempre procurou;
  4. Outra sociedade de vilões é formada, mas agora, sob a tentativa de liderança de um novo personagem, Libra. Este promete equilibrar as coisas entre eles e os super-heróis, e para se provar assassina um famoso herói na frente de todos; mas mesmo assim, alguns – como Lex Luthor – opõem-se ao misterioso novo vilão;
  5. Os céus vermelhos reaparecem no firmamento, uma clara alusão à crise original (Crise nas Infinitas Terras), quando o universo de antimatéria começava a destruir o planeta;
  6. Também como homenagem à crise original, é mostrado que o Monitor não era único, que há uma raça deles incumbida de observar e proteger os planetas do universo (ou multiverso), uma mistura dos papéis dos Guardiões de Oa e dos Vigias da Marvel; e o Monitor designado à Terra aparentemente falhou, sendo banido;
  7. Falando em Guardiões, os Lanternas Verdes são convocados para atender a uma grande emergência (código 1011) prestes a ocorrer. O código é tão raro que nem Lanternas experientes como John Stewart e Hal Jordan conheciam.

Preview - Crise FinalEnfim, a primeira edição de Final Crisis não teve nada de inconsistente, muito pelo contrário: foi um passeio pela mitologia da DC, situando e entrelaçando as coisas para os eventos que virão, além de colocar especialmente os Novos Deuses em seu papel de destaque, mostrando que eles têm muito a ver com os acontecimentos da humanidade e sua origem.

Houve sim alguns erros de continuidade (como Órion encontrado quase morto em Metrópolis, sendo que na saga da morte dos Novos Deuses publicada anteriormente ele já teria morrido), fazendo com que Morrison ficasse irritado – e com razão – com a editora e seus colegas roteiristas, dizendo que enviara o roteiro da Crise Final anteriormente a eles para que isso não ocorresse, mas nem por isso a primeira parte da saga deve ser considerada ruim. Ela não foi agitada como a primeira edição de Invasão Secreta, é verdade, mas ainda é cedo para criticá-la tão pesadamente. O melhor a fazermos é aguardar e vermos o que espera os heróis da DC no futuro pode vir coisa muito boa por aí!

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Comentários

2 Comentários para “Crise Final - As Primeiras Impressões da Nova Mega Saga da DC”

  1. F Camatari em 2 julho, 2008 17:19

    Será que veremos a última das crises?????? aliás, Willian, vc poderia fazer um guia de crises DC!!! rsrs

    abs!

  2. Willian em 2 julho, 2008 17:48

    He he he… só podia ser você mesmo, Fábio… Mas sabe que a sugestão é legal? Situar o que de importante aconteceu em cada uma delas… Abração!

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