Terceiro criador para o Superman?
22 agosto, 2008 por Willian Correa
Se já não bastasse a briga judicial que corre há anos entre as famílias Siegel e Shuster contra a DC Comics pela obtenção dos direitos do Superman, mais um fato vem à tona agora, podendo incluir, talvez, um terceiro protagonista à mitologia do “Homem de Aço”.
Acontece que em 1934, após Jerry Siegel ter criado os conceitos principais de seu novo personagem, ele chegou a contatar vários artistas para desenhá-lo, e dentre eles estava Russel Keaton (desenhista do Buck Rogers na época). A versão oficial é a de que Keaton não quis pegar o trabalho por julgar Siegel jovem e inexperiente demais, e Joe Shuster assumiu a tarefa de criar as primeiras páginas daquele que seria o primeiro super-herói do mundo.
De qualquer maneira, surgiram agora alguns quadrinhos que mostram que Russel Keaton chegou sim a desenhar a origem do Superman. O que chama a atenção é o fato de que nesta versão o menino que viria a se tornar o maior herói da Terra não veio do moribundo planeta Krypton, mas sim da própria Terra, só que de um futuro muitíssimo distante. O garotinho fora colocado em uma máquina do tempo por seu pai, o último homem da Terra, e enviado ao presente, sendo então adotado por Sam e Molly Kent.

O porquê dessa versão não ter sido utilizada ninguém sabe. Agora imaginem: se fosse essa história que tivesse sido publicada nos anos 30, como seria o Superman hoje?
Em tempo para quem não sabe: esta história dos direitos do Superman ainda está longe de acabar. Depois de ter vendido os direitos do herói por uma bagatela para a DC, seus criadores morreram pobres e com problemas de saúde, em completo ostracismo e esquecimento. A editora, pelo mal estar causado na mídia por essa descoberta da condição dos dois, chegou a pagar uma ajuda de custo no final das suas vidas, mas nunca um valor justo por um personagem que sempre rendeu milhões.
Mesmo com a morte de Siegel e Shuster, as famílias têm batalhado para receber o que julgam que é seu por direito, e conseguiram pequenas vitórias, como a propriedade do Superboy (segundo os boatos, é por isso que Conner Kent morreu em Crise Infinita e o Superboy Primordial virou “Superman Primordial”).
Vale lembrar que o tempo corre contra todos também, pois segundo as leis de direitos autorais norte-americanas, o Superman será de domínio público em 2038, assim como Drácula, Frankestein e Sherlock Holmes, ou seja, será incorporado ao patrimônio cultural da humanidade e poderá ser usado por qualquer um em qualquer mídia.
É, será que os jovens Siegel e Shuster imaginavam que sua criação alcançaria tamanha grandeza, ou que geraria tamanha discórdia?
Fonte: Melhores do Mundo














Ae garoto, pois é… provavelmente não sabiam. Muitos dos nossos grandes criadores e fetores da arte só conseguem sua projeção depois de suas mortes. Alguns dos maiores pintores do mundo nunca venderam um quadro em vida. O que acho barra é as grandes editoras não reconhecerem a importância histórica que essas pessoas tiveram até para o sucesso da própria editora.
Infelizmente essas coisas acontecem e vão continuar acontecendo…
Beijokas