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A História dos Videogames - Parte 14

24 novembro, 2008 por Willian Correa 

Olá, pessoal! Novamente nos reunimos aqui no Zine Acesso para continuar nossa jornada pela fascinante história do entretenimento eletrônico. Como devem se lembrar, nossa última parada contou a trajetória do N64, poderoso console da Nintendo, criado especialmente para derrubar a supremacia conquistada pelo PlayStation da Sony, porém, ele foi apenas mais um que tentou. E agora nesta matéria, vamos conhecer outro que foi um bravo concorrente do PSX, o Dreamcast!

Dreamcast, a despedida da SEGA

Nossa viagem neste momento nos leva de novo a 1996, cujo panorama, para refrescar nossas memórias, encontrava-se assim: o PSX reinava absoluto, dominando o mercado, e deixando bem para trás o Saturn e o Nintendo 64.

A SEGA, analisando bem esta situação, julgou que se quisesse ter alguma chance novamente, teria que inovar. Na época, até se escutavam rumores de que a Sony já começava a cogitar a idéia de um sucessor para o PlayStation, e de que a Nintendo tentaria mais uma vez recuperar-se dos recentes fiascos.

Sendo assim, restava à SEGA reagir apropriadamente, e reagir rápido. Colocando “sebo nas canelas”, a empresa escalou seus dois principais times criativos e de desenvolvimento – o japonês e o norte-americano – para criarem concomitantemente dois projetos para um novo console, sendo que o protótipo vencedor é o que seria lançado no mercado.

As duas equipes trabalharam arduamente, e desenvolveram em 1997 o Dural, posteriormente batizado de Katana (japonês), e o Black Belt (americano). Avaliados os dois, a SEGA optou pelo Katana, tencionando lançá-lo no ano seguinte. Já em 1998, falastrona como ela só, a empresa não conseguiu manter o bico calado, e anunciou em alto e bom som que estava para lançar o primeiro console de 128 bits da história, e que o nome do protótipo tinha sido alterado para sua versão definitiva: Dreamcast.

Sendo assim, em 27 de novembro de 1998, o Dreamcast é lançado para o mercado japonês, não fazendo o esperado sucesso. Isso assustou muito a SEGA, mas ao lançá-lo nos EUA, em setembro de 1999, o console arrebentou, faturando US$ 100 milhões só no primeiro dia!

Mas e o console, era realmente bom? Bem, inovador com certeza ele era. Começava pela sua mídia de jogos, o GD-Rom, com capacidade de armazenamento de até 1 GB. Além disso, seu maior atrativo era permitir a conexão à internet, por meio de um modem de 56K (modem, aliás, que vinha embutido na versão norte-americana do console), teclado e mouse.

Seus jogos também não decepcionavam, havia títulos para todos os gostos. Daytona USA, Spider-Man, Resident Evil: Code Veronica, Sonic Adventure, Street Fighter 3rd Strike, Soul Calibur, Quake III, Tomb Raider – The Last Revelation e Phantasy Star On-line podem ser citados como exemplos de seus bons jogos.

Mas mesmo assim, com tudo aparentemente certo (bom preço, bons jogos e boa máquina), o Dreamcast também falhou, e entrou para as fileiras daqueles que tentaram derrubar o PSX e não conseguiram. Seus “calcanhares de Aquiles” foram exatamente a confiança e fidelidade do público e das softhouses para com a marca “PlayStation”, e seu fraco desempenho em vendas no Japão, a despeito do sucesso nos EUA e Europa. Aqui no Brasil até que ele vendeu relativamente bem, sendo lançado pela Tec Toy, contando novamente com assistência técnica e garantia (a versão brasileira do Dreamcast era como a japonesa, sem modem acoplado).

Por fim, o Dreamcast representou o “canto do cisne” para os consoles da SEGA: foi seu melhor e mais avançado aparelho, mas também o último, tendo sua produção interrompida em 31 de abril de 2001. Desde então, a SEGA destinou-se a produzir jogos para outras plataformas; hardwares, nunca mais…

Na 15ª parte, o sucessor do PlayStation é lançado, não sem problemas. Até lá!

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Comentários

Um Comentário para “A História dos Videogames - Parte 14”

  1. A História dos Videogames - Parte 14 | Wii Maníacos em 24 novembro, 2008 17:01

    [...] outro que foi um bravo concorrente do PSX, o Dreamcast! Dreamcast, a despedida da SEGA No… leia mais fonte: [...]

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