Especial Castlevania – A História (Parte 1)
2 dezembro, 2008 por Willian Correa
Castlevania é uma das séries de games mais conhecidas e longevas do mundo. Quem tem acompanhado a nossa série de posts sobre a História dos Videogames deve ter observado que quase todos os consoles já tiveram uma versão da aventura que se tornou um clássico dos games.
Nascido da imaginação de Koji Igarashi, o jogo original – Akumajou Dracula – foi lançado em 1986 pela Konami para o MSX, e apresentava os elementos-padrão de jogos de plataforma da época, porém, apresentava diferenciais que o tiravam do lugar comum: tema interessante (apesar de usado à exaustão em outras mídias), boas músicas, ótimos gráficos, exploração do ambiente e grande desafio. Enfim, tornava-se apaixonante “à primeira jogada”. O jogo chegou ao mercado norte-americano pouco depois, com o nome alterado para Vampire Killer.
Com o sucesso da versão para MSX, a Konami não tardou em lançá-lo para o Famicom/NES (console caseiro famosíssimo na época), e em 1987 o cartucho chegou às lojas. Enquanto o jogo em sua versão japonesa manteve o nome original, em sua versão norte-americana teve seu título alterado para Castlevania, nome pelo qual a futura série se tornaria famosa.
Com o sucesso do primeiro título, a Konami produziu um segundo, Castlevania II – Simon’s Quest, novamente para NES, e desta vez com vários elementos de exploração e uma pitada de RPG. O jogo teve desta vez mais um diferencial interessante: a aventura se passava sete anos após a primeira, o que denotou o surgimento de uma linha cronológica para a série, característica que iria permanecer a partir de então.
Porém, o mais famoso elemento da série só viria a ser incorporado no terceiro título (também para o NES), Castlevania III – Dracula’s Curse: o herói agora era Trevor Belmont, um ancestral de Simon, e sua aventura contra Drácula se passava mais de 200 anos antes do Castlevania original! Com isso, criou-se uma das características mais chamativas da série, a de que o Conde Drácula sempre volta à vida em ciclos (em geral de 100 anos) e quando isso ocorre, sempre haverá um descendente da família Belmont para enfrentá-lo.
Por fim, o último fator acrescido à mitologia de Castlevania é a arte: em Castlevania – Symphony Of The Night, lançado para o PlayStation em 1997, a artista Ayami Kojima ficou responsável pelo design e caracterização dos personagens. A Konami, ao ver o resultado final, ficou tão satisfeita que fechou contrato vitalício com a artista, e a partir de então apenas ela ficaria a cargo das ilustrações dos jogos.
Mas então, com isso posto, talvez alguns de vocês devam estar se perguntando: se cada jogo trata de um Belmont diferente, quem são eles? Qual seria a ordem cronológica correta desta saga que perdura por séculos? Como tudo começou? Pois bem, são perguntas como estas que o Zine Acesso se disporá a responder nesta série de artigos que começa agora. Acompanhe-nos em mais esta viagem, e fiquem atentos para as próximas partes, vocês descobrirão muitas coisas sobre o fascinante universo de Castlevania!
















Cara joguei muito castlevania. nunca gostei muito dos jogos da nintendo mas lembro me de ter feito um rolo num game gear só pra jogar Castlevania no nintendo 8bits.
Excelente matéria William.
Valeu, Leandro! No próximo post, já vou falar sobre Leon Belmont, cronologicamente falando, o primeiro Belmont a entrar em Castlevania!
Boa….. pode Continuar…………., você vai colocar comentário sobre os jogos ou somente a História?
Abs
Bro
Mas olha só quem está aqui, seja bem vindo ao Zine Acesso, Thiagão, e sinta-se à vontade para vasculhar o site, tem bastante coisa que vai curtir, em especial sobre videogames, nossa paixão desde muito tempo… Com relação a esta série sobre Castlevania, pretendo não apenas falar da história de cada jogo, mas também para qual sistema foi lançado, em que ano, curiosidades ou características importantes (quando houver). Mas achei muito legal sua visita, entre sempre e divulgue para a sua galera aí em Barretos, quanto mais, melhor! Um grande abraço a você e à Lucélia!