Uma Análise do Batman
1 fevereiro, 2009 por Willian Correa
Como parte da humanização assistencial, a observação se faz presente no meu mundo profissional… E foi justamente através dela que descobri uma estreita relação de comportamento entre este super-herói e o que a raça humana considera como “super-poder”.
O Batman tem sim um “poder”, que dentre os super-heróis, mais se aproxima de nosso mundo real: sua virtude, que direciona seus princípios e controla suas ações. Qualquer mortal o admiraria facilmente se soubesse de sua história: presenciou a morte dos pais, mas não se revoltou tornando-se um marginal… Usou este infortúnio e transformou-o em dádivas, comportando-se de forma inspiradora à humanidade, servindo-se de exemplo à raça humana.
Tinha fortuna o suficiente para manipular o mundo, mas ao contrário de Lex Luthor, usou sua inteligência de maneira nobre. Manteve sua personalidade de maneira invejável e não se influenciou pela “maioria”… Ainda que soubesse e que propriamente assistira o assassinato de seus pais, inconscientemente sentia-se culpado, pois seu cérebro tentou “desviar” este comportamento hediondo de culpado para si mesmo, tamanha sua abominação pelo mundo do crime em Gotham.
Como mecanismo de defesa, sua mente transformou sua ira e seus medos em superação e justiça, espalhando estes adjetivos em forma de boas ações que, aliás, é o super-poder mais escasso no mundo em que vivemos hoje.
Por isso, aqui expresso minha admiração por Bruce Wayne e seu Batman, que usou seu sofrimento para ajudar os outros, fazendo-o sempre.
Ana Lúcia é enfermeira, mãe da Lorena e do William, e esposa de um nerd inveterado, que com seu grande apoio, redige para o Zine Acesso. Para ele, ela também tem o super-poder mais escasso do mundo, assim como o Batman!














He he he… arregimentamos mais uma para o nosso lado! Brincadeiras à parte, parabéns pelo texto, amor, e seja bem-vinda. Beijão!