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A História dos Videogames – Parte 17: A resposta da Nintendo

4 fevereiro, 2010 por Willian Correa 


Game CubeOlá, amigos! Novamente reunimo-nos aqui para tratar da história do entretenimento eletrônico caseiro, ou seja, nossos queridos videogames! E a bola da vez agora é o console lançado pela “Big N” para concorrer com o PS2 e o Xbox, o Nintendo GameCube!

Nossa história nos remete mais uma vez a 1999 (viram só como esse ano foi importante?), quando na E3 (Electronic Entertainment Expo) em Los Angeles, a Nintendo anunciou que lançaria um sucessor para o Nintendo 64, e que até aquele instante esse protótipo tinha o nome de “Dolphin”. O console, porém, só fez sua primeira aparição pública no ano seguinte, na feira japonesa de games Nintendo Space World, onde também foram mostrados alguns de seus jogos iniciais, controles, acessórios e o novo nome, agora alterado para Nintendo GameCube.

No entanto, ainda demoraria mais de um ano após este evento para que ocorresse seu lançamento oficial no Japão, em 14 de setembro de 2001. Com um lançamento relativamente morno, o novo console apresentou inicialmente três jogos: “Luigi´s Mansion”, “Super Monkey Ball” e “Wave Race – Blue Storm”, sendo o primeiro a chamar um pouco mais de atenção por se tratar da clássica franquia de “Super Mario Bros.”; esta relativa apatia do público deixou a experiente Nintendo de certo modo temerária, pois os novatos concorrentes atraíam muito mais os holofotes do que ela. Estaria chegando ao fim a “Era da Nintendo”? A SEGA já tinha encontrado seu fim com o Dreamcast…

De qualquer maneira, o GameCube enfim chegara. Em 18 de novembro do mesmo ano ele aportou na Terra do Tio Sam, e lá fez o sucesso que era esperado originalmente no Japão, fazendo os executivos da empresa observarem pela primeira vez este fato: uma espera, paixão e receptividade dos norte-americanos para com um novo console da Nintendo maior do que o demonstrado pelos próprios japoneses (especula-se muito que a desanimada recepção inicial japonesa ao GameCube provavelmente fora devida ao fato de ter ocorrido apenas três dias após o atentado terrorista de 11 de setembro nos EUA, ou seja, o mundo todo naquele período se encontrava em relativa “ressaca moral” e pesar)! E em 2002 o console chegou oficialmente à Europa, Oceania e América Latina (inclusive ao Brasil), alastrando-se, então, ao mundo todo.

E o que dizer do GameCube? Cumpriu com o prometido? Bem, pode-se dizer que sim, pelo menos com relação à satisfação dos fãs. O novo console já demonstrou de início um avanço da Nintendo ao escolher sua nova mídia dos jogos, o mini DVD, em que finalmente a empresa abandonou de vez os pesados e obsoletos cartuchos, que há muito ninguém mais usava.

Talvez vocês se perguntem: E porque não o DVD convencional, que o PS2 e o Xbox utilizavam? Bem, a empresa afirmara na época que optara pelo mini DVD para combater a pirataria, pois seria uma mídia um pouco mais difícil de copiar, além de diminuir os tempos de leitura e carregamento, poupando um pouco mais os canhões de leitura. Porém isso também tinha seu preço, pois o mini DVD tem capacidade de armazenamento de apenas 1,5 GB, ao contrário dos 4,7 GB do DVD comum, ou seja, jogos em multi-plataforma com mais de 1,5 GB requereriam mais de uma mídia no caso do GameCube.

Mesmo assim, pode-se dizer que o console emplacou. Teve ótimos títulos, como os da franquia “Metroid”, “The Legend of Zelda” e “Super Mario Bros.”, inclusive com o famoso “Super Mario Sunshine”.

Além disso, teve outros lançamentos notórios, como na franquia “Resident Evil”, onde além de ter sido lançado “Resident Evil 4”, teve-se também “Resident Evil Ø”, que narra os acontecimentos da Equipe Bravo dos S.T.A.R.S. na Floresta de Racoon City e na mansão da Umbrella antes do ocorrido com a Equipe Alfa no primeiro jogo do PSone. E outros títulos que chamaram muito a atenção foi “Super Smash Bros. Melee”, o engraçado jogo de luta entre os personagens clássicos da Nintendo e os do “Sonic”, da ex-rival SEGA, que quem diria, corria supersonicamente agora em um console da Nintendo.

Seus acessórios também não ficaram devendo: seu controle é tido até hoje como o mais confortável e perfeito em termos de jogabilidade, chegando até a possuir uma versão sem fios, o Wavebird, bem antes de seus sucessores da geração seguinte apresentarem algo semelhante. Para se ter uma idéia da eficiência de seu controle, a Nintendo prometera lançar uma versão na cor branca do mesmo para se utilizar no Wii, haja vista o novo console ser totalmente compatível com seu antecessor.

Além disso, foram lançados memory cards em várias versões (com 59, 251 e 1019 blocos), dependendo da necessidade do jogador, incluindo até um USB, permitindo uma interface com os PCs também; a união com o Game Boy foi também interessante: foi lançado um cabo que poderia conectar o Game Boy Advance ao GameCube para que ambos pudessem “trocar informações”, como armaduras da Samus em Metroid, por exemplo, e o Game Boy Player, que permitia-se executar os jogos de todas as versões do portátil utilizando o controle ou o próprio conectado por meio do cabo.

O festival de cores diferentes observados no Game Boy Color e no Nintendo 64 novamente se fez presente, e o console se apresentava nas cores azul, preto e prata, bem como seus controles, nas cores azul, azul claro, laranja, platinum e preto. E isto tudo só para citar algumas das características e funcionalidades de seus acessórios mais famosos…

Mas novamente todas essas maravilhas não foram capazes de recuperar o primeiro lugar para a Nintendo: nos EUA o GameCube ficou com a amarga 3ª posição em vendas, mas conseguiu ser o segundo nos mercados japonês (lembrem-se que a terra do sol nascente não gostou muito do Xbox) e europeu. E realmente não havia mais mesmo o que fazer: o Playstation 2 reinou absoluto nesta geração, sendo um caso à parte; tanto que é considerado o console dos anos 2000, não havendo quem lhe ameaçasse em vendas em momento algum.

Por fim, como o Brasil teve a representação oficial da Nintendo por meio da Gradiente neste período, o GameCube foi lançado por aqui em setembro de 2002, custando por volta de salgados R$ 1.199,00 em seu lançamento. E como houve rompimento entre Nintendo e Gradiente em 2003, o console pôde ser adquirido somente via importação a partir de então, mas nem isso acabou impedindo seu relativo sucesso, terminando também com o segundo lugar no mercado brasileiro, perdendo, novamente, para o todo-poderoso PS2…

No próximo post, não percam: os portáteis não foram esquecidos! Até lá!

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