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A História dos Videogames – Parte 18

4 maio, 2010 por Willian Correa 


GameBoyAdvance-logo

A Nintendo e seus portáteis

E aí, recuperaram o fôlego após a enormidade de informações das últimas quatro partes? Só para lembrar, já deixamos para trás também a geração dos consoles de 128 bits (SEGA Dreamcast, Sony PlayStation 2, Microsoft Xbox e Nintendo GameCube), e estamos rumando ao final, para falarmos dos videogames da atual geração. Mas antes disso, ainda há tempo para uma pequena parada onde iremos tratar novamente dos consoles portáteis; recordam-se há muitos posts atrás, em nossa 8ª parte, quando comentamos do Game Boy? Pois então, houve descendentes daquele pequeno aparelho, e é deles que falaremos agora! Preparados? Então vamos lá!

nintendo-game-boy-advance

Estamos agora em 2001, e enquanto a guerra dos “grandões” esquenta cada vez mais, um protótipo denominado Projeto Atlantis corria paralelo a esta briga, em pleno desenvolvimento pela Nintendo. E no dia 21 de março do mesmo ano, os japoneses eram então apresentados ao sucessor do Game Boy Color, o Game Boy Advance! Não tardou muito e os norte-americanos, bem como o restante do mundo, conheceram-no também.

E foi inegável que a Nintendo fora esperta com este novo portátil. A empresa julgou que quem era fã do Game Boy, não o era porque procurava jogos cada vez mais avançados e deslumbrantes graficamente, para isso este gamer compraria um console de mesa. Não, quem era fã do Game Boy gostava dele essencialmente pela finalidade para a qual ele fora desenvolvido anos atrás: a possibilidade de jogar e se divertir em qualquer lugar, por mais simples que fosse o jogo. Sendo assim, o novo portátil foi criado para ter total compatibilidade com os jogos das versões anteriores. Com isso, poder-se-ia desfrutar de toda uma coleção de jogos já existentes em uma máquina mais moderna, ao mesmo tempo em que surgiriam os novos títulos.

É claro que por apresentar esta retrocompatibilidade o novo portátil teve que ter incorporado a si diversos aspectos já ultrapassados em seu hardware, o que o encareceu e o limitou basicamente a apresentar jogos em 2-D, mas isso não incomodou nem um pouco os usuários.

Provando que os jogos em duas dimensões ainda tinham seu espaço e uma enorme legião de fãs, os títulos desenvolvidos para o sistema foram, em geral, ótimos, e aumentavam cada vez mais as vendas do simpático Game Boy Advance: a Konami, com sua franquia Castlevania, lançou vários jogos aproveitando a dinâmica de exploração contínua utilizada em Symphony of the Night, como Aria of Sorrow, Circle of the Moon e Harmony of Dissonance. O mesmo fez a Capcom com a franquia Megaman, com Battle Network e Megaman Zero. E isso só para citar algumas desenvolvedoras, incluindo como sempre a própria Nintendo, que também tinha seus títulos como The Legend of Zelda – The Minish Cap, Metroid Fusion, Metroid Zero Mission e, é claro, Pokémon, com suas Ruby Version, Yellow Version, etc.

Pokémon-Ruby

Seus acessórios também eram interessantes, e dentre os mais famosos destacaram-se o já citado Game Boy Player, que permitia interface com o GameCube, além do GBA Link e GBA Wireless Adapter, que conectavam mais de um Game Boy Advance entre si para jogatina multiplayer.

E conforme o tempo passou, dando ouvidos a alguns aprimoramentos que os usuários apontavam como necessidade, a Nintendo aprimorou seu portátil, lançando no final de 2003 o Game Boy Advance SP. Com aproximadamente metade do tamanho do Game Boy Advance original, a versão SP contava com luz interna frontal para se jogar no escuro, uma bateria recarregável e frente dobrável. Isso agradou muitíssimo aos fãs, mas a empresa julgou que ainda podia mais, e em 2005 atualizou novamente seu portátil com o lançamento do Game Boy Micro, que apesar de retornar ao sentido horizontal para se jogar, tornou o console ainda menor e mais leve. Infelizmente este último não apresentava retrocompatibilidade com o Game Boy original.

gbaSP
Game Boy Advnce SP

Aqui no Brasil o novo portátil chegou a ser lançado pela Gradiente também, mas com o fim do contrato entre a empresa brasileira e a Nintendo em 2003, mais uma vez só se pôde adquirir produtos originais via importação, cuja distribuição oficial ficou a cargo da Latamel, que possui os direitos para a realização deste serviço em toda a América Latina.

Na próxima parte, os portáteis mostram que podem brigar como gente grande: mais uma vez alguém vai querer disputar este mercado com a Nintendo, e não é uma qualquer, é a poderosa Sony e sua Família PlayStation! Até lá então!

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Comentários

Um Comentário para “A História dos Videogames – Parte 18”

  1. A História dos Videogames – Parte 18 em 5 maio, 2010 9:20

    [...] A História dos Videogames – Parte 18 De: Zine Acesso | Tags:arte, game, video | (05 mai 10) (Sem votos)  Loading … [...]

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